quinta-feira, 5 de maio de 2011

O que ele vai Aprontar para a final?

Além do mérito de montar um time do zero e com quase isso em caixa, o técnico Zé Teodoro acumula alguns outros, como, por exemplo, criar estratégias tão eficientes quanto capazes de surpreender a todos.
É aquele coelho da cartola que o treinador tira no momento em que se acredita que nada de novo pode ser posto em prática.
Foi o que ele fez quando designou o reserva que quase nunca entrava no time titular para marcar o badalado Lucas, no confronto com o São Paulo. Mesmo sem treinar, Teodoro sentiu que poderia confiar em Everton Sena. Surpreendeu não apenas o tricolor paulista.
Ao contrário de alguns treinadores chamados de alquimistas, de Professor Pardal, ele não tenta inventar a roda, mexendo em várias posições de uma só vez.
Ele é econômico quanto às mudanças nas peças da equipe, mas cria variações táticas capazes de bloquear o poderia adversário.
O técnico coral costuma dizer que entre os treinadores que mais o influenciaram na época em que era jogador estão o mestre Telê Santana e Cilinho. E foi de Cilinho, que já trabalhou no Santa, que Teodoro garante ter aprendido a criar estratégias de jogo.
Para a primeira partida da decisão do Pernambucano, não tem como não ficar imaginando de que forma o time tricolor irá a campo e qual o coelho que tirará da sua cartola.
Deverá o técnico manter o meio de campo com os três volantes (Everton Sena não exerce o papel de zagueiro quando faz a marcação carrapato), com Weslley mais avançado?
Landu seguirá entrando de frente ou Thiago Cunha poderia começar no time titular para dar mais qualidade na frente e surpreender o Leão no primeiro tempo?
Léo poderia surgir como uma opção no meio, caso Teodoro queira fechar o seu meio de campo sacando um homem de frente (leia-se Landu)?
Os treinos táticos e coletivos do Santa até a sexta-feira podem dar algum sinal de como o técnico poderá armar o seu time. Ou não. Será preciso pagar para ver.

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